segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Manoel, o terrorista de cristo


Meu nome é Manoel, sou evangélico e agora militante. Tudo começou no colégio onde estudo, Lyceu. Lá tem um grupinho de católicos e espíritas que adoram ‘tirar onda’ com os evangélicos. Pura inveja, pois a galera crente sempre tinha as melhores notas e no final das aulas sempre rolava aquele fight, na maioria das vezes ganhávamos, com a ajuda do sinhô.




Minha irmã, que também estudava no Lyceu, na época fazia oitava série. Durante uma aula ela passou mal, vomitou, levaram ela pro hospital e descobriram que estava grávida. Meu pai ficou possesso, mas ela garantiu que era virgem e que havia engravidado por ter sentado num vaso sanitário contaminado. Minha família ficou muito contente porque o jesus cristo também foi gerado de forma similar.

Como ela continuava pura fiquei felicíssimo, pois eu ia ganhar um sobrinho e ela poderia arrumar um bom marido evangélico. Contudo, quando ela começou a ficar barriguda, lá pelos 6 meses de gestação, a galera do colégio começou a fazer escárnio contra ela e comigo. Falvam que ela esperava o filho do ‘Tiquinho’ (tiquinho de um, tiquinho de outro).

Meu ódio por católicos crescia a cada dia, chegou um ponto que eu tinha que parar de sentir raiva e agir.

Após o culto das 18 o pessoal jovem se reunia e ficava conversando, falei com meus truta do preconceito que eu estava sofrendo no colégio e das maldades que os católicos praticavam por lá contra minha irmã. Disse que eu ia aprontar uma com eles; Saulo, que era muito apegado, deu a idéia de soltar uma bomba na Igreja da Matriz, que ficava lá pertinho.


Domingo, preparamos tudo, compramos um rojão e um cigarro Derby Azul, tiramos o filtro do cigarro e o colocamos no pavio do foguete, tapamos a boca do foguete com durepox e silvertape pra explodir tudo lá dentro. Entramos na Igreja na hora da missa, imitando católicos, com roupas fora de moda e botina. Saulo, que era mais malandro, sorrateiramente colocou estrategicamente o aparato bélico atrás do santo , acendeu o cigarro e sentou ao meu lado. Ficamos lá esperando. Estimei aproximadamente 5 minutos pra explosão.




Igreja lotado, cheia daqueles católicos, o velho de saia lá na frente começou a tal missa, falando um monte de bobagem de santo e tal. Quando o cigarro queimou e acionou o foguete deu pra escutar um rastilho de pólvora fazendo “Tssssss”, todos lá olharam pra Santa, alguns segundos de silêncio e após isso um tremendo”BUUUUUM!”, o santo vôou alto, as pessoas correram assustadas, foi um verdadeiro samba-do-crioulo-doido.


Saímos correndo daquele antro de perdição e fomos pra casa, rimos muito. Segunda-feira na hora do culto contamos do feito do pastor, ele disse que tinha ouvido falar do ocorrido e nos parabenizou pela coragem, disse que cristo nos reservava lugar especial em seu coração.

IMPORTANTE: Essa estória e personagens são fictícios.
Créditos: Este depoimento constava no antigo site da Igreja Internacional, o qual está desativado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.