Na França, que abriga a maior população muçulmana da Europa, foi oficialmente proibido às mulheres usarem véus de rosto inteiro em lugares públicos. Outros países europeus elaboraram a proibição da burca e do niqab, mas a França é o primeiro a colocá-la em prática.
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| Diferença entre a burca e o niqab |
A lei entra em vigor num momento já carregado nas relações entre o Estado e a minoria muçulmana da França, com o presidente Nicolas Sarkozy acusado de estigmatizar o Islã para reconquistar os votos de uma ressurgente extrema direita.
A polícia disse que prendeu 59 pessoas no último sábado (9/4/2011), incluindo 19 mulheres com véu, que juntaram-se para uma manifestação em Paris contra a lei, enquanto outras duas foram detidas quando tentavam embarcar no país, vindas da Grã-Bretanha e Bélgica.
A nova lei diz que qualquer um que recusar a levantar o seu véu e se submeter a um controle de identidade pode ser levado para uma delegacia. Lá, os oficiais devem tentar persuadi-los a retirar o vestuário e podem aplicar as multas. Uma mulher que repetidamente insiste em aparecer velada em público pode ser multado em 150 euros (342,00 reais) e ordenada a frequentar aulas de reeducação. Há penalidades mais severas para quem for considerado culpado de forçar alguém a esconder seu rosto, "através de ameaças, constrangimento, violência, abuso de autoridade ou poder em razão de seu sexo". Claramente destinado a pais, maridos ou líderes religiosos que forçam as mulheres a usar véus, e aplicável às infracções cometidas em público ou em privado, a lei impõe uma multa de 30.000 euros (68.370,00 reais) e um ano de prisão.
Extremistas estrangeiros, incluindo o fugitivo líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, usaram a proibição para argumentar que a França está em guerra com o Islã e ameaçaram ataques terroristas.



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