
Há alguns dias deparei-me com alguns dados e resolvi discutir um pouco sobre esse assunto.
Ai vai alguns deles, todos referentes à população estadunidense (mas certamente se aplica à população brasileira).
- 20% acreditam que o Sol gira em torno da Terra.
- 38% acreditam em espíritos de mortos e casas mal assombradas
- 30% acreditam na existência de discos voadores.
- 41% consideram a astrologia uma ciência válida.
- 43% acreditam que a criação do Universo e da vida ocorreu exatamente como a Bíblia descreve.
- 66% acreditam em possessão demoníaca.
- 86% não aceitam a teoria darwiniana da evolução das espécies.
Esses dados refletem a grande onda de analfabetismo cientifico, que é tão preocupante quanto o analfabetismo propriamente dito.
- Mas o que é uma pessoa alfabetizada cientificamente?
É um grande cientista? Ou alguém que domina todo o método científico e tem diversas publicações no meio?
Não, para ser um alfabeto cientifico não é necessário ter algum tipo de curso superior, ou perder noites de sono debruçado em livros. É preciso somente conhecimentos básicos de ciência e tecnologia que se encontra (não tão facilmente, discutirei isso mais a frente) no dia a dia, e que é de EXTREMA importância para a “sobrevivência” em uma sociedade moderna.
Mas ai vem outra pergunta,
Como a pessoa se torna uma analfabeta cientifica?
Temos dois grandes motivos que facilitam o crescimento desse analfabetismo.
- A falta de interesse.
É bastante raro encontrar pessoas que se interessam, nem que seja pouco, pelo conhecimento cientifico. Pensar ceticamente exige um mínimo de empenho, e a maioria realmente não se dispõe a se dedicar a isso. O que é um fato preocupante, pois essa falta de interesse abre lacunas para outros tipos de informações que chegam em maior número e mais acessibilidade, e é o tema do próximo tópico.
- “O ceticismo não vende bem.” (Carl Sagan)
A frase do grande astrônomo e um dos maiores divulgadores da ciência de todos os tempos resume perfeitamente o que vemos hoje.
Quem nunca leu ou viu alguém lendo horóscopo que atire a primeira pedra!
As lacunas abertas citadas acima são geralmente preenchidas com o que chamamos de pseudociências. O número de informações não cientifica divulgado por meio de revistas, televisão, internet, supera e MUITO as publicações de noticias de caráter cientifico.
A mídia joga informações ilusórias para população. Imagine a reação de uma pessoa que pega um horóscopo e viu que hoje Saturno falou que ela vai se dar bem no trabalho,vai arrumar um novo amor e vai ganha muito dinheiro, ou então um individuo que vai passar por uma sessão de “benzimento” para ser curado de alguma enfermidade.
Bom, qualquer um com o mínimo de senso critico acharia isso ridículo, mas o que é realmente preocupante é que grande parte ACREDITA nesse tipo de informação. A população tende a aceitar o caminho mais fácil, o que traz mais esperanças, o mais bonito. A sedução do maravilhoso embota nossas faculdades criticas.
A junção da falta de interesse com a enorme quantidade de pseudociências que circulam nos meios de comunicação, faz com que o analfabetismo cientifico cresça de forma assustadora prejudicando não só a vida das pessoas, mas também a divulgação da ciência e o avanço da mesma.

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