terça-feira, 4 de outubro de 2011

Neutrinos superam a velocidade da luz e chocam-se com a Teoria da Relatividade


"NaTeoria da Relatividade, a capacidade de viajar à velocidade da luz é equivalentea viajar para o passado", disse ao ELMUNDO.es,  Álvaro de Rújula, físico teórico do CERN - CentroEuropeu de Investigação Nuclear. Elpadre de la Teoría de la Relatividad, Albert Einstein, que hoy ha sufrido un'susto' importante, ya había aventurado que si somos capaces de enviar unmensaje más rápido que la luz, entonces "podremos enviar un mensaje alpasado". O pai da Teoria da Relatividade, nosso irmão, Albert Einstein,  sofreu um "choque" importante, chegoua  especular que se pudéssemos enviar umamensagem mais rápido que a velocidade da luz, então "poderíamos enviar umamensagem para o passado." Elsobresalto no es más que una medición del tiempo que ha tardado un neutrino encubrir los 730 kilómetros que separan el CERN del laboratorio subterráneo deGran Sasso. O “choque” se deu quando se verificou que  o tempo que um neutrino para levou parapercorrer os 730 quilômetros que separam oe o CERN do laboratório subterrâneode Gran Sasso. Os resultados das análises realizadas indicam a chegada deneutrinos antes do tempo, assumindo como parâmetro a velocidade da luz. 


Esteé um dos "postulados" aceitos pela teoria da física que se mantiveraminalterados desde 1905, quando Einstein enunciou a sua teoria da relatividadeespecialNo es que nada pueda ir: “não há nada que possa ir mais rápido que a luz”. Los físicos teóricos creen que en el iniciodel universo, instantes después del Big Bang sí se produjeron velocidadesmayores que la de la luz (300.000 kilómetros por segundo). Físicos teóricosacreditam que no início do universo, momentos após o Big Bang, produziram-sevelocidades mais rápidas que a velocidade da luz (300.000 km por segundo). Lo que significa el enunciado del genialfísico alemán es que ningún 'mensajero', ninguna partícula (o señal como sedenominan en la física teórica), puede hacerlo. Isto significa que aafirmação do grande físico alemão é que nenhum "mensageiro", nenhumapartícula (ou sinal, como são chamados em física teórica), pode. 

"Seconfirmado, o resultado significaria uma nova revolução na física, comimplicações para a teoria da informação", explica do CERN, José Bernabéu, professorde Física Teórica da Universidade de Valência, recentemente vencedor do prêmiode física realizada pela Real Sociedad de Física de Espanha e pela FundaciónBBVA. "Si se confirmase seríainceíblemente revolucionario, supondría un batacazo, pero los batacazos sonbuenos", resume De Rújula. "Se confirmado seria incrivelmenterevolucionário, seria um choque, mas os choques são bons", resumiu De Rújula. 

Uma janela para o passado 

Estas implicações para a teoria da informaçãochegam ao ponto onde os neutrinos, digo de um ponto de vista didático, seriamum atalho na dimensão espaço-tempo, uma janela para o passado. 

Em 1987, os físicos de todo o mundo assistiram, aovivo, a explosão de uma supernova chamada 1987-A. En aquella ocasión, los neutrinos -un tipo de partículassubatómicas presentes en el universo como radiación presente desde el Big Bango que también pueden producirse en las centrales nucleares o comodesintegración beta de algunos isótopos radiactivos- llegaron a la vez.Na época, os neutrinos - um tipo de partículas subatômicas presentes nouniverso como radiação desde o Big Bang, os quais também se pode produzí-los emcentrais nucleares como desintegração beta de alguns isótopos radioativos -, foramconhecidos. La medición tuvo en aquelaño una precisión 100.000 veces mayor que la tomada en el CERN. Amedição, naquele ano,  teve uma precisão 100.000vezes maior do que a tomada no CERN. 

E esse é o sentimento geral na comunidadecientífica: é possível que esse resultado está correto. "La pregunta a hacerse es: ¿dónde se han colado? Porquecabe esperar que se comprobará que esto es falso", dice Álvaro de Rújula."A pergunta a fazer é: Para onde eles foram lançados? Porque é bom esperarpara verificar se isto é falso", disse Alvaro de Rújula.  
Partículascom sinal muito fraco 

Os neutrinos têm apenas massa e não têm carga,assim que seu sinal é tão fraco que poderia passar pela Terra sem sofrer mudançasem seu número ou direção. E essaé uma parte fundamental da metodologia do experimento no CERN. Sem carga, neutrinos não podem seracelerados de qualquer forma em um acelerador de partículas como o LHC, emGenebra. Tem-se que acelerar uma fonte de neutrinos para que estes sejam geradose enviados para a direção desejada. 

Neutrinos não viajam por qualquer duto científicodo CERN para o laboratório subterrâneo Gran Sasso. Uma vez produzidos noacelerador, os cientistas têm que ser muito precisos para enviar neutrinos nadireção certa. Tem que viajar 730 quilômetrossob a superfície e chegar a um detector de massa (com um grande volume e altaprecisão) de cerca de 10 metros para que ele seja capaz de detectar essaspartículas subatômicas. 

De acordo com especialistas consultados peloELMUNDO.es, cabe o erro tanto na parte experimental, que define os parâmetrosdo experimento, como na explicação dos resultados, trabalho que recai sobre osfísicos teóricos. Será que o escrutíniodos colegas que dirá se o resultado é válido ou não. Os fundamentos da físicamoderna estão em jogo. 

"Neutrinostêm dado muitas surpresas nos últimos anos. E se o resultado for confirmado,seria a maior surpresa do século, desde que foi enunciada a teoria darelatividade especial, em 1905, desde que se estabeleceu como um paradigma dafísica ", disse José Bernabéu.
É preciso cautela 

Comoserá que essa descoberta fascinante vai se desenrolar? Como disse um dia nosso irmão CarlSagan, "afirmações notáveis exigem provas notáveis". Laboratórios em todo omundo, como o Fermilab nos arredores de Chicago, irão refazer os experimentosdo CERN e tentar provar ou negar seus resultados.

Oprofessor de Física João Magueijo alertou esta quarta-feira para a necessidadede esperar por mais pormenores acerca da recente descoberta de que o neutrino émais rápido do que a luz, considerando os resultados "muitoestranhos".

Parao cientista português, João Magueijo, que também já estudou os neutrinos e a velocidade daluz, estes resultados "não devem ser levados muito a sério" atéporque é preciso "esperar que todos os detalhes da experiência sejamconfirmados por uma investigação independente".

Emboraadmita que "a história do neutrino tem revelado as coisas mais estranhasdo universo", nomeadamente o fato de o neutrino ser "canhoto"quando se pensava que "a natureza era completamente ambidextra", JoãoMagueijo considera que os resultados da investigação do CERN são "muitoestranhos".



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.