quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

ENTENDENDO O MÉTODO CIENTÍFICO


Diversas vezes encontro em comunidades, blogs, fóruns etc. pessoas que interpretam de forma errônea o termo teoria, muitas vezes confundindo-o com uma hipótese, acredito que isso seja fruto da falta de informação da educação precária que muitos de nós recebemos na escola entre outros fatores. Almejando contribuir para o desenvolvimento de uma mentalidade mais crítica e disseminar o conhecimento cientifico e suas metodologias para as pessoas, venho através deste artigo explicar de forma clara e objetiva a diferença entre: Modelo, Hipótese e Lei; e mostrar os requisitos que levam uma teoria a ser tida como verdadeira.

O termo modelo é utilizado por cientistas para descrever algo, especificamente algo que possa ser usado para fazer predições que podem ser testadas por experimento ou observação.Uma hipótese é uma contenção que ainda não foi bem embasada e tão pouco provada através de experimento, um exemplo: “supõe-se que o Governo de Dilma seja melhor que o de Lula”, não tem como provar de que realmente será melhor, existem algumas evidências que dizem que sim, mas como ela não está bem embasada não é verdadeira. Uma lei física ou lei da natureza é uma generalização científica baseada em observações empíricas.
Agora vou falar do assunto principal, teoria. Mas o que vem a ser uma teoria? Essa palavra muitas vezes é mal entendida pelas pessoas, principalmente pelas não profissionais. Muitas vezes é confundida com hipótese, pois acreditam que teoria é algo para qual não se tem provas ou ainda não foi bem embasado. Os cientistas a utilizam para se referir ao corpo de ideias que permite ao cientista explicar por que uma maçã cai e fazer predições sobre outros objetos que caem.
Se uma teoria se torna frutífera, gera ótimos resultados, sobrevive ao teste do tempo e tem uma grande quantidade de evidências sustentando-a, ela é automaticamente “provada” no meio científico. Temos exemplos de teorias tão bem fundamentadas que muitas vezes é impossível imaginá-las como falsas ex: a Teoria Heliocêntrica e a teoria atômica. Outras teorias como: a relatividade, o eletromagnetismo e a evolução biológica sobrevivem até hoje a testes empíricos rigorosos sem serem contraditos, mas isso não é garantia de que elas não serão um dia suplantadas.
Diferentemente de uma prova de matemática, uma teoria científica “provada” está sujeita a falseabilidade se novas evidências que a contrapuserem forem apresentadas. Até teorias básicas e fundamentais podem se tornar imperfeitas se novas observações forem feitas.

O OBJETIVO DA CIÊNCIA

A ciência não se considera dona da verdade absoluta e inquestionável. A partir de um racionalismo crítico, todas as suas atividades podem ser quebradas, isto é, a ciência está aberta a questionamentos e muitos desses questionamentos podem fazê-la mudar de posição, para isso basta apenas um pingo de evidência. Sua forma de obter conhecimento é muito mais bela e prática comparada a outras que hoje são mais populares e seus resultados são igualmente surpreendentes

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